JOGOS – ARCADE – JAMMA – DRAGON BALL Z 2 SUPER BATTLE

ARCADE – JAMMA

Dragon Ball Z 2 Super Battle (ドラゴンボールZ 2 スパーバトル / Doragon Bōru Zetto Tsū Supā Batoru)
Data: 1995
Estilo: Luta
Developer/ Publisher: BANPRESTO
Licenciadores: Bird Studio/ Shueisha/ Fuji TV/ Toei Animation/ BANPRESTO
Raridade: 7/ 10
Preço atual de mercado: USD 100 a USD 200 (placa)
Existe Game Guide? Não
Existe ROM? Sim

Lançado no mercado japonês em 1995, Dragon Ball Z 2 Super Battle traz algumas inovações em relação a seu predecessor. Seriam estas para melhor ou para pior?

Dragon Ball Z 2 Super Battle segue o mesmo esquema dos jogos de luta 2D, contendo o já clássico modo 1 Player x 2 Player ou Player x CPU Mas, diferente de seu antecessor, agora existem duas barras de energia para cada jogador, sendo uma para a energia de vida (situada no alto da tela) e a outra medindo a energia necessária para desferir os golpes especiais, chamada de barra de POW (situada em baixo da tela).

Dos personagens do primeiro jogo restaram apenas Goku, Gohan, Vegeta e Piccolo, sendo que os três primeiros estão transformados em Super Saiyajin. A eles se somaram personagens da saga dos Andróides e a de Cell, compondo um total de 10 personagens, a saber: Super Saiyajin Goku, Super Saiyajin Gohan, Super Saiyajin Vegeta, Super Saiyajin Mirai Trunks, Mr. Satan, Piccolo, Andróides 20 e 19, Andróide 18, Andróide 16 e Cell. Um número bastante inexpressivo para um jogo de ARCADE em pleno ano de 1995.

Curiosamente, os Andróides 19 e 20 jogam juntos, sendo que o 19 serve de auxiliar para o Andróide 20, podendo ser usado apenas como golpe especial. Por isso o Andróide 19 sempre se posiciona automaticamente atrás do Andróide 20.

Como em seu predecessor, se optar por 1 Player x 2 Player, os cenários irão ser escolhidos aleatoriamente e o vencedor de cada rodada não poderá escolher um outro personagem. Se você escolher jogar contra a máquina, os personagens se sucederão sem repetições, assim como os cenários conforme as lutas são vencidas.

O design dos personagens e dos cenários estão bem mais detalhados aqui, mas fora dos parâmetros do anime. Os personagens se distanciaram do gênero “desenho” para se tornarem mais reais, mais volumétricos, com nuances de sombra que em nada lembram o estilo do anime da franquia. Mas não podemos deixar de ressaltar o incrível trabalho das apresentações dos personagens antes do início de cada luta, que mostram muito bem as personalidades de cada um. Já a comemoração final de cada um deles, assim como a lamentação por ter perdido um round por Time Over, não são tão interessantes. De bisonho, temos a tela em que o personagem aparece voando, após o fim de uma batalha, dizendo um texto programado para cada oponente. Uma animação dispensável e de gosto pra lá de duvidoso.

Os cenários também deixam muito a desejar: dez ao todo, um para cada personagem. São eles: Arena do Tenkaichi Budoukai (fase de Goku), Floresta (fase de Gohan), Montanhas (fase de Vegeta), Cidade destruída (fase de Trunks), Estádio de Satan (fase de Satan), Cidade de Garlic Junior (fase de Piccolo Jr.), Laboratório do Dr. Gero (fase dos Andróides 19 e 20), Cidade à noite (fase de Andróide 18), Base Red Ribbon (fase de Andróide 16) e a Arena de Cell (fase de Cell).

Os cenários, a exemplo do primeiro jogo, tem diversas camadas criando um efeito de profundidade de campo. Só que aqui os cenários são completamente animados, sendo que em algumas fases temos dezenas de elementos. Entretanto, os elementos que se “destroem” no decorrer da luta são muito poucos e presentes em poucas fases. A animação desses elementos é canhestra, mas elas variam muito em estilo em cada fase. Vale lembrar que o primeiro round sempre se dá no chão, o segundo no ar e o terceiro (o desempate) se dá novamente no chão. Porém, seja lá onde o round começar (chão ou céu), um personagem atingido de certa forma pode ser jogado tanto para o plano aéreo ou o plano inicial (chão) e o oponente o segue sem criar o efeito Split Screen (divisão de tela), com a luta ocorrendo onde o personagem foi arremessado. Ou seja, o local da luta pode ser mudado a qualquer momento. Outra coisa interessante é que em algumas fases temos um efeito de passagem de tempo (manhã, tarde e noite), em cada round.

Dentre os cenários, alguns deles valem ser destacados como ponto positivo. A arena do Tenkaichi Budoukai é um dos melhores cenários. Nela temos o apresentador ao fundo acompanhando o movimento dos personagens. Temos também outros personagens da série como Yamcha, Tenshinhan, Chaoz, Lunch, Mestre Kame, Bulma e Pual, sendo que o design da arena e os detalhes estão bem fiéis.

A Base Red Ribbon é uma fase bem interessante também. Nela temos ao fundo o Comandante Red, o Coronel Black, o exército Red Ribbon e um Ninja Púrpura (Murasaki) correndo sem parar. No plano aéreo dessa fase temos umas aeronaves, que ficam vindo em direção à tela atirando e soltando mísseis, mas o que vale é o detalhe da base ao fundo vista em perspectiva. Está certo que a arena do Tenkaichi Budoukai tem o design da que vemos na série Dragon Ball e não em Dragon Ball Z, assim como o quartel general do exército Red Ribbon e seus personagens que já não existem mais em Dragon Ball Z, porém isso é bastante irrelevante e não compromete a diversão. O Laboratório do Dr. Gero e a Arena de Cell são bem fiéis a série também, assim como a fase da Cidade Destruída.

Já os outros cenários beiram a insignificância, como a fase de Piccolo Jr., que lembra vagamente o castelo Garlic Jr. visto no primeiro filme de Dragon Ball Z ou a Cidade Noturna, que mais se parece com uma fase qualquer de Street Fighter. Temos então a fase das Montanhas, que parece uma foto vetorizada tendo dois pterodátilos idiotas torcendo e o Estádio de Satan, que apesar de bem trabalhado, é uma outra incoerência pois não há similar na série. Mas sem dúvida nenhuma, o pior de todos é a fase da Floresta, onde o estilo do cenário nada tem a ver com a série, fora um tiranossauro com uma animação horrenda e uns pterodátilos que em nada lembram o traço do Toriyama, parecendo até que foram tirados de um outro jogo.

Nesse jogo as vozes dos dubladores originais foram digitalizadas, assim como alguns efeitos sonoros usados na série televisiva. Entretanto alguns desses efeitos sonoros são irreconhecíveis para os fãs. Já a música de fundo nem de longe lembra o clima das batalhas da série televisiva.

Para os golpes simples existem cerca de 4 botões: A – Soco fraco; B – Soco Forte; C – Chute Fraco e D – Chute Forte. Vemos a diferença de força entre eles pelo fato dos golpes fortes apresentarem uma espécie de faísca ou luz quando desferidos. As variações dos golpes simples se dão de forma mais usual nesse tipo de jogo.

Ao contrário do jogo que o precedeu, a gravidade aqui se faz presente e os personagens voam apenas para seguir obrigatoriamente o oponente que foi arremessado para o plano aéreo. Uma vez no ar, os golpes são os mesmos de quando eles estão no chão, porém os personagens assumem uma postura de “flutuação” e alguns golpes especiais que precisam do solo para se propagar fazem efeito apenas se atingir diretamente o oponente. Caso o contrário, eles somem no vazio.

Existem cerca de 7 golpes especiais para cada personagem e, diferentemente do jogo que o precedeu, as combinações de movimentos e botões para desferir esses golpes são as mesmas para cada personagem, claro que com um resultado diferente para cada um deles.

É importante lembrar que cada um desses golpes pode ser desferido a partir do quanto de energia sua barra de POW tem, fora o fato que a mesma pode ser recarregada, porém, deixando-o indefeso nesse momento. Esse foi o primeiro jogo de Dragon Ball a apresentar tal “inovação”. Esses golpes especiais foram criados especialmente para o jogo e não há similar na série televisiva, salvo duas ou três exceções mais conhecidas do grande público.

Dentre os golpes mais estranhos, temos a bola de demolição que desce do nada na cabeça do oponente que joga contra o Andróide 20 em seu laboratório, lembrando que essa bola tem a cara do Andróide estampada. Temos também todos os golpes cheios de firulas do Mr. Satan e seu foguete (que o mantém flutuando), além da micro-bomba que ele lança no chão e tem explosão de efeito retardado.

Os golpes especiais são muito ricos visualmente e causam muito dano nos oponentes. Entretanto, são muito complicados de serem desferidos, exigindo uma combinação de movimentos e botões bastante complexa para quem não está habituado com jogos de luta. Essas combinações são mostradas na tela de demonstração do jogo.

Esse foi primeiro jogo de Arcade de Dragon Ball Z a ser dumpado para o Mame 32 e sua ROM tem cerca de 4,7 Megas. O jogo foi totalmente traduzido para o inglês na sua versão emulada.

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