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SHENLONG TSUUSHIN – I LOVE DRAGON BALL

by Kami Sama Published on: 12 de setembro de 2010
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Shenlong Tsuushin – I Love Dragon Ball

O SHENLONG TSUUSHIN (SHENLONG TIMES) é um panfleto que acompanhava os 7 principais volumes dos Daizenshuus, contendo informações e curiosidades em geral acerca da franquia Dragon Ball. Alguns deles possuem a sessão I Love Dragon Ball, uma sessão onde fãs famosos de Dragon Ball deixam seus comentários a respeito da série.

SHENLONG TSUUSHIN # 1 – I LOVE DRAGON BALL

Jackie Chan: “Eu ouvi falar há um bom tempo, das pessoas que trabalhavam comigo, que Dragon Ball era muito interessante, então assisti o anime e li a versão chinesa do mangá. É claro, como todo mundo já havia me dito, era muito bom! Meu personagem favorito é o Goku, claro! Minha cena favorita… eu não consigo escolher uma, são tantas!

Eu realmente gostaria de fazer um filme sobre a história. Existem tantas idéias e produções embutidas no seriado. Mas se é pra fazer um filme sobre Dragon Ball, é necessário muitos efeitos especiais e um enorme orçamento!”

O filme mais novo de Jackie Chan’s, “Red Bronx” vai estrear em Agosto de 1995.

SHENLONG TSUUSHIN # 2 – I LOVE DRAGON BALL

“Esta é uma parada para os amantes de DB. Nesta segunda edição nós temos, UAAAAAAU, ele já atuou em dramas, canta e aparece em muitos programas de TV, o incrivelmente popular Shingo Katori vai nos passar seus pensamentos”.

Shingo Katori: “Eu lia DB desde que começou a sair em mangás. Naquela época eu estava no ensino fundamental e me parecia muito com o Goku. Morava nas montanhas.
Dos personagens de DB, o meu favorito é o Piccolo. Ele é tão legal. Os membros da SMAP que se parecem mais com personagens de DB seriam…”

“Kimura kun teria que ser o Vegita”.

“Nakai kun é o Goku, tão alegre e despreocupado”.

“Eu acho que o Mori seria o Tenshinhan”.

“Goro chan seria o Piccolo”.

“Kusanagi kun, Kuririn ou Yajirobe”.

“Eu provavelmente sou o Gohan. Durante todas as etapas estudantis, eu li DB. Este com certeza é o mangá da minha infância! Fiquei muito triste quando acabou, mas sou muito agradecido ao Toriyama Sensei!”.

AKIRA TORIYAMA – ENTREVISTA SHENLONG TSUUSHIN #2

by Kami Sama Published on: 12 de setembro de 2010
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Shenlong Tsuushin #2

Entrevista publicada na segunda edição do SHENLONG TSUUSHIN (SHENLONG TIMES), um panfleto que acompanhava os 7 principais volumes dos Daizenshuus, contendo informações extras, curiosidades e entrevistas com pessoas ligadas à franquia Dragon Ball, incluindo o próprio Akira Toriyama.

Mesa Redonda Entre as Gerações de Editores – Round 2

Os quatro magníficos. Akira Toriyama e seus três editores, Fuyuto Takeda (terceiro editor), Yuu Kondou (segundo editor) e Kazuhiko Torishima (primeiro editor). Depois de 10 anos de Dragon Ball, agora podemos trazer você para “detrás das cenas”. Esta é uma discussão aberta com alguns dos maiores responsáveis por Dragon Ball. É a segunda na série. Por coincidência, Sr. Toriyama estava em Tóquio, então ele entrou na discussão. Sr. Takeda é o líder da discussão.

Takeda: Depois de muito tempo de Dragon Ball, acho que Akira Toriyama gostaria de falar o que estava por trás das cenas, mas primeiro, eu gostaria de falar com o Sr. Torishima. Dragon Ball foi popular “logo de primeira”?

Torishima: Bem, nós estávamos pensando no que fazer depois de Dr. Slump. Nós pensamos, “O que fazer depois?”. Eu perguntei para o Sr. Toriyama sobre escrever uma história curta para a Weekly Jump e a Fresh Jump.

Toriyama: Eu escrevi várias histórias curtas. Então Sr. Torishima e eu conversamos muito. Torishima disse que a reação do leitor para elas não seria boa. Nós planejamos isso cuidadosamente em encontros, mas… (sorrisos)

Torishima: Nós não falamos seriamente sobre Dragon Ball logo depois de Dr. Slump, mas a reação do leitor foi realmente muito boa.

Toriyama: É, eu tive um bom pressentimento sobre as reações positivas, então pensei: Isso pode ser realmente bom. Eu pensei se deveria fazer do garoto o herói.

Takeda: Então começamos a continuar a história. No começo, por quanto tempo você pensou que levaria para fazer cada saga?

Toriyama: No começo, eu não pensava nisso. Eu fui começar a pensar só no último ano, então fiz três sagas.

Torishima: Certo, certo. Autores geralmente preparam mais rascunhos.

Kondou: Geralmente autores fazem alguns rascunhos e um rascunho final. Mas no caso de Toriyama, ele pulou os rascunhos mais simples e fez só o final. Então eu não sabia se eu deveria corrigi-los ou não, mas Toriyama é um gênio das revisões, então se ele pessoalmente corrigisse um rascunho mais simples, então a impressão inteira muda drasticamente.

Toriyama: Não, não, não. É que eu sou muito preguiçoso pra perder energia trabalhando em correções, então eu faço do meu jeito. (sorrindo)

Torishima: o mais difícil momento foi quando nos contaram que Son Goku deveria crescer. Toriyama disse que nós não poderíamos continuar se ele crescesse (sorrindo). Então nós tivemos que falar para o chefe que ele precisava crescer (para também fazer Toriyama crescer).

Takeda: É, negociamos com os executivos.

Torishima: Porque isso é contra a teoria dos mangás. A coisa básica é a atenção maior dada ao personagem principal ou herói. Então nós ficamos emocionados no dia em que a edição que Goku crescia, foi para as vendas. Nós viemos ao escritório cedo, antes das 8 da manhã para escutar as queixas dos leitores. Mas eles aceitaram naturalmente.

Takeda: O primeiro estágio de Son Goku ser aceitado foi porque ele era “bonitinho”, e quando ele cresceu, ele se tornou ‘mais legal’.

Torishima: E quando Goku cresceu, foi quando a era Takeda acabou. Então durante a era Kondo, Vegeta apareceu e então o número de fãs do sexo feminino cresceu.

Kondou: Mas antes das mulheres comprarem a Jump, elas liam o tipo de mangá Shoujou. Depois que eu fui encarregada nós fomos na direção de historias de lutas. Então nós precisaríamos escalar história geral, história das lutas e a história de fundo. Então nós tínhamos 3 coisas para pensar.

Takeda: Nesse tempo, Toriyama queria popularizar a serie fazendo sua historia realizada.

Toriyama: É, nesse tempo, eu adorava falar sobre a história, tanto como desenhar. Indo por sagas, eu pensava em cada parte, uma vez por mês. Eu continuava cavando o mesmo buraco. A parte mais difícil foi quando Trunks apareceu. Por mais que eu desenhasse e escrevesse, menos fazia sentido. Foram tempos difíceis.

Torishima: É, ninguém tinha esse tipo de paciência, exceto Kondo. Eu não tinha essa paciência.

Toriyama: Você não estava na gerência naquele tempo, mas você me chamou na minha casa e disse: “Sr Toriyama, depois de esperar pelos inimigos, estes se revelam ser apenas um velho e um gordo (risadas)”. A verdade é, nós tínhamos planejado usar apenas o 19 e o 20. Nós tivemos outra escolha, então mandamos 17 e 18. E você diz: “Estou desapontado, eles são apenas crianças”. Então eu mandei Cell.

Takeda: Isso significa que você não planejava mandar Cell?

Toriyama: Isso mesmo. Eu gostei do 19 e do 20. Depois eu acabei gostando da primeira forma de Cell.

Takeda: Aquele inseto? Você gostou daquele inseto?

Toriyama: Então Kondou disse: “Ele parece ok, mas claro que ele pode mudar”. Então decidimos transformá-lo para uma segunda forma.

Kondou: Sério? Eu não lembro disso.

Toriyama: Depois disso, Kondou estava terrível. Ele disse: “Agora, Cell parece burro. Por que não fazê-lo perfeito?”

Kondou: Bem, ele parecia… realmente burro! (risos)

Toriyama: Na segunda fase, eu gostei disso, então eu queria que ele tivesse mais tempo de aparição, mas nós não tivemos escolhas: teríamos que transformá-lo. Então fizemos o Perfect Cell, que o Kondou gostou.

AKIRA TORIYAMA – ENTREVISTA SHENLONG TSUUSHIN #1

by Kami Sama Published on: 8 de setembro de 2010
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Shenlong Tsuushin #1

Entrevista publicada na primeira edição do SHENLONG TSUUSHIN (SHENLONG TIMES), um panfleto que acompanhava os 7 principais volumes dos Daizenshuus, contendo informações extras, curiosidades e entrevistas com pessoas ligadas à franquia Dragon Ball, incluindo o próprio Akira Toriyama. Tradução realizada pelo site http://www.hoipoi.org.

Mesa Redonda Entre as Gerações de Editores – Round 1

Dragon Ball, que durou 10 anos e 6 meses, se tornou uma longa série de mangá que supera até os padrões da Weekly Shounen Jump. Nas sombras, estão os 3 editores que deram suporte à Akira Toriyama!

– Os editores do passado contam os segredos dos desenhos de Akira Toriyama!! –

Takeda: Sou Takeda, o atual editor. Como sou o mais recente dos editores, vou liderar. Primeiramente, há algumas coisas que gostaria de perguntar ao diretor original, Torishima-san, que pegou o manuscrito de sensei Toriyama: “Eu enviei isso porque queria o dinheiro do prêmio”. Tenho certeza que há algumas coisas que ele poderá revelar.

Torishima: Dizer que eu peguei ele é meio (risos)… O primeiro manuscrito que Toriyama-kun me enviou foi uma paródia de Star Wars (*1). Paródias não podem ganhar nenhum prêmios em dinheiro. Não são originais e são difíceis publicar. Só que, as letras desenhadas me causaram uma impressão incomum. Onomatopéias, normalmente são desenhadas em katakana, mas ele as fez o lettering (*2) usando o alfabeto. Achei isso bem inovador e bem legal. Então entrei em contato com ele.

Takeda: Ou seja, Toriyama-san virou um autor reconhecido mundialmente por causa da forma com que ele desenhava as letras das onomatopéias, um pequeno detalhe dentro dos componentes de um mangá.

Torishima: A grande peculiaridade de Toriyama-kun é que ele nunca estudou mangas lendo eles. Ao invés disso, estudou desenhos básicos como designer. Só depois disso ele tentou fazer mangá. Essa é a grande peculiaridade dele.

Takeda: E assim, Arale-chan e Dragon Ball começaram. E, na seqüência, Kondou-san se tornou o editor na época em que a saga dos Saiyajin começa. Nessa época, Dragon Ball estava com a popularidade explodindo. Em determinado momento, na enquete que a Jump faz com 1000 votos, no seu auge, acho que Dragon Ball chegou a ter cerca de 700 votos.

Kondou: Não. Foram 815 votos. Na saga Freeza.

Takeda: É uma popularidade impressionante. Mas como eram feitos os desenhos nessa época?

– Conseguiu 815 votos de 1000 possíveis numa enquete! –
– No seu auge, os traços de Dragon Ball começaram a mudar. –

Kondou: Foi quando começou a mudar um pouco algumas características. No começo da série, a história era cômica. Então os traços eram arredondadas. Então, no Tenkaichi Budoukai, o traço era alterado para um estilo de lutas. E assim, as lutas foram aumentando. Mas quando isso aconteceu, traços arredondados não eram convenientes pra expressar velocidade e intensidade. Então, ele percebeu que, no meio do mangá, os traços passaram a ficar mais quadrados e agudos. Quando isso aconteceu, eu disse à Toriyama-san “Os traços não estão muito duros?”, e ele respondeu “Não. Se eu não fizer assim não dá para passar a sensação de velocidade.”

Takeda: Entendo. Falando em traços, quando eu costumava perguntar à sensei Toriyama o por quê dos cenários serem em locais isolados, ele falava que era muito trabalhoso desenhar cidades. Quando perguntava o por quê dos cabelos ficarem brancos quando se transformam em Super Saiyajin, ele respondia que fazer o BETA-NURI (*3) era muito trabalhoso (risos). Será que esse era realmente o único motivo?

Torishima: Era o único motivo mesmo (risos). Com os cenários de Dr. Slump, ele só fazia montanhas arredondadas e algumas árvores. Quando eu perguntava o por quê disso, ele respondia que aquela era a forma mais fácil.

Kondou: Mas só de bater o olho, é bem fácil de entender. Com os cabelos ficando brancos ao se transformar em Super Saiyajin, qualquer um pode perceber que houve uma mudança. Com Kamesennin, ele tem um kanji de KAME nas costas. Muito fácil de entender.

Torishima: Como ele veio da área de design, ele têm um ótimo senso nisso. Ele é incrivelmente bom em balancear o equilíbrio entre preto e branco. Ele disse que como vivia no interior, não tinha dinheiro para comprar um Screen Tone (*4). Como ele não usava o Tone, preto e branco viraram suas bases. Por isso ele é tão bom na hora de preencher os espaços com preto ou deixar em branco. Até existe a preguiça de desenhar cenários mais complexos. Mas mais do que isso, ele tem a capacidade de design e organização para fazer o necessário numa cena sem a necessidade de algo mais complexo.

Takeda: Mudando um pouco de assunto. Quando perguntei quais ilustrações coloridas ele gostava nesses 10 anos de Dragon Ball, ele respondeu que somente uma o agradou. Era esse desenho.

Torishima: Goku e Gohan montando uma moto com pernas (Ver página 88) (*5).

Takeda: Isso. Ele disse que o equilíbrio estava bom, a composição estava boa e somente esse o deixou satisfeito. Realmente é muito bom. Mas, particularmente, não acho que seja essa perfeição toda. O que vocês acham?

Kondou: Acho que concordo em uma parte e discordo em outra. A parte que concordo é que é extremamente difícil equilibrar uma figura que apresenta somente um instante. Sinto que foi hábil suficiente para balancear de forma satisfatória. Mas em termos de cores, não é algo que passa uma impressão viva. Bem diferente das cores que ele usava no começo.

Torishima: É a mesma coisa de quando falei dos traços agora à pouco. Ele também muda a forma de colorir, não é? Quando ele se cansa de uma técnica, ele olha adiante, para de usar esse estilo e muda para algo diferente. E ele continua usando esse estilo até sentir necessidade de mudar de novo.

Takeda: Você viu mudanças de cores entre as épocas dos primeiro e segundo editores?

Kondou: Dr. Slump foi bem extravagante. Do cenário aos personagens, todos eram cheio de cores. Mas em Dragon Ball, o cenário era mais esparso e havia muitos tons de cinza e marrom claro. O mesmo valia para o que Goku e os outros vestiam. Fazendo isso, era inevitável que ficasse próximo ao monocromático.

Torishima: No começo de Dr. Slump, ele usava marcadores para pintar os desenhos. No meio, ele passou a usar tinta colorida. Quando eu disse, “Agora você parece um mangaka profissional”, ele respondeu, “Agora moro junto com minha esposa. Me casei.” (risos).

Takeda: É porque a esposa dele também é mangaka. Falando nisso, é verdade que Kondou-san fez o Sensei refazer o preenchimento de cores das ilustrações?

Kondou: A ilustração da capa??

Takeda: Isso.

Kondou: Você entendeu errado. Eu o fiz redesenhar a ilustração (risos). Para a capa da primeira coleção de ilustrações de Toriyama-san, imaginei que a imagem de um dragão seria boa e pedi para que ele fizesse isso. Sabendo disso, Toriyama-san desenhou um dragão no estilo King Ghidorah (*6), uma coisa inteira numa única folha de papel. Mas conclui que isso seria fraco para uma capa. Parece que isso foi um choque para ele (risos).

– A técnica de colorização mudou após o casamento. –
– Qual foi a única vez que o desenho teve que ser refeito em 10 anos? –

Takeda: Então, eu virei o editor pouco depois da aparição de Cell.

Torishima: Você sabe quem é o editor responsável pelos vilões. Após algum tempo, o editor aparece como um vilão (risos).

Kondou: Acho que Torishima-san e Takeda-kun realmente provam isso. (risos).

Takeda: Kondou fala que ele é Trunks, mas acho que isso é impossível. Kondou-san é Freeza. Afinal, você fez ele redesenhar aquela figura (risos).

*1 – Mysterious Rain Jack.
*2 – Onomatopéias escritas em um desenho.
*3 – Ato de preencher os espaços brancos do desenho com tinta.
*4 – Texturas muito usadas em quadrinhos preto e branco.
*5 – Página referente do Daizenshuu 1.
*6 – Personagem ficticio dos Estudos Toho da série Godzilla e, (em derivadas formas) na Trilogía de Mothra.

AKIRA TORIYAMA – ENTREVISTA KYOKUGEN BATTLE COLLECTION

by Kami Sama Published on: 7 de setembro de 2010
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Kyokugen Battle Collection – Entrevista com Akira Toriyama

Foi lançado em 4 de agosto de 2010, no Japão, o segundo volume do guia KYOKUGEN BATTLE COLLECTION (極限バトルコレクション – Ultimate Battle Collection). É um guia que analisa as batalhas do anime e no final deste há uma pequena entrevista com Akira Toriyama.

A tradução foi realizada por Medamaoyaji, do site www.hoipoi.org

P = Pergunta do guia
T = Akira Toriyama

P: Você passava ordens ou exigências para a equipe durante o processo de animação?
T: O objetivo era deixar tudo nas mãos da equipe. Então, creio que não houve nada desse gênero.
Porém, em um determinado momento, senti que a história fugia demais do foco. Somente nessa hora eu dei cheguei a dar um toque.

P: O que você pensou quando viu a imagem de Goku em movimento pela primeira vez? O que achou da voz dele?
T: Com o cabelo que ele tem, ficava imaginando como iriam fazer com aquele cabelo sem sentido dele. Mas da forma simples como fizeram, gostei bastante.
A voz encaixou perfeitamente no que eu imaginava. Lógico. Eu ouvi a fita do concurso para a escolha dos dubladores e eu quem escolhi (risos).
Na verdade, não sou profundo conhecedor do mundo dos animes. Por isso, quando indiquei o nome de Nozawa Masako, não sabia que se tratava de uma pessoa famosa.

P: Qual foi sua impressão ao ver as batalhas no anime?
T: No manga, como não há movimento, é só desenhar um momento e uma pose para cada momento. Já no anime, é necessário desenhar toda a movimentação entre uma posição e outra. Simplesmente pensei, “Como conseguem fazer toda a movimentação e ainda transmitir a sensação de velocidade. Realmente fazem isso muito bem…” e fiquei bem satisfeito.
Só acho que exageraram no tempo que se levava para fazer o kiai antes de começar uma batalha (risos). Na obra original isso passa num instante. Mas acho que quanto a isso não tem jeito, né (risos)?

P: Com o que você tomava cuidado na hora de desenhar as cenas de batalha na obra original?
T: Eu sempre acreditei que mostrando claramente “lugar”, qual a “relação”, “situação” e “como será a luta” facilitava a mostrar as cenas.
Então, mesmo em filmes, eu não gosto de quando há excesso de demonstração de poder. Acaba virando uma obra com cenas de luta difíceis de se compreender.

P: Quando você pensou criou o Kamehameha, quais foram suas dificuldades em relação tipo de técnica e pose que ela deveria ter?
T: Não dá para criar uma técnica com efeitos discretos num manga.
Desenhar técnicas de estrangulamento ou chaves de forma extravagante ou empolgante é bem complicado.
O Kamehameha é uma técnica que se baseia na emissão do KI em uma rajada. O KI é algo que não se enxerga normalmente. Consegui criar uma técnica chamativa representando o KI como algo visível.
Ainda tinha que nas peculiaridades dos personagens em relação às técnicas. Manter um padrão para tudo isso era bem complicado (risos).

P: Com o que você se preocupava ao criar um adversário forte?
T: Era necessário restringir, de alguma forma, restringir o adversário.
O antagonista anterior, o protagonista, o poder, expressão, que tipo de evolução… Me preocupava em coisas assim.

P: Você já tinha definido desde o princípio no equilíbrio entre os poderes dos personagens?
T: Eu tinha uma idéia de como seria, mas era comum eu mudar à medida que ia fazendo a história.

P: E o resultado das lutas? Você já tinha definido?
T: Isso eu realmente não tinha definido.
Mesmo o Tenkaichi Budoukai, somente o primeiro eu tinha o resultado definido.
Dessa forma, fica emocionante para quem desenha também (risos).

P: Como nasceu a idéia do scouter?
T: Imaginei que sabendo a força e posição em forma de números, fica mais fácil compreender os adversários.

P: Toriyama sensei, cite seus 5 guerreiros preferidos.
T: Son Goku, Kuririn, Mr. Satan, Vegeta e Piccolo (não necessariamente nessa ordem).
Basicamente eu gosto daqueles que falam pouco. É, com certeza, “KAKKOII” (Nota do Tradutor – algo como o termo em inglês “cool”). Desde criança eu acho isso.
Falando nisso, Tenshinhan e Trunks também são assim, né? Está cheio de pesonagens assim (risos). Kuririn não é calado, mas gosto do fato dele ser um personagem que, mesmo enquanto está reclamando, está sempre batalhando e se esforçando.
À princípio, era para ele ter pouca participação na história e não me preocupei muito na hora de criá-lo, Mas quando fui perceber, ele virou o melhor amigo de Goku (risos).
Mr. Satan é o total oposto do personagem calado. Mesmo sendo um personagem bem mesquinho, não é um cara mau. Era divertido desenhá-lo, por isso gosto dele.

AKIRA TORIYAMA – ENTREVISTA SHONEN JUMP (EUA)

by Kami Sama Published on: 7 de setembro de 2010
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Akira Toriyama – Entrevista Shonen Jump – EUA

Shonen Jump (sigla referida como “SJ”): Quantos anos você tinha quando começou a desenhar? Que tipo de coisas você desenhava?
Akira Toriyama (sigla referida como “T”): Eu comecei desenhando-copiando personagens de mangás de outras pessoas quando eu tinha por volta dos 5 anos, mas eu só comecei a desenhar manga com um roteiro próprio por volta dos 22 anos.

SJ: Quais são suas influências artísticas?
T: Eu era um ávido espectador de animes até eu ter uns 10 anos, quando eu mudei para mangás. Eu acho que sou influenciado por trabalhos de Osamu Tezuka e Walt Disney, os quais eu assistia naquela época, tais como Tetsuwan Atom (“Astro Boy”) e os 101 Dálmatas.

SJ: Como você se tornou um mangaka?
T: Eu enviei uma história a um concurso mensal para artistas amadores na Weekly Shonen Jump. Ela não venceu, mas depois daquilo eu fui contatado por um dos editores (Kazuhiko Torishima, hoje Diretor-Chefe da Weekly Shonen Jump), e depois que eu estudei por mais ou menos um ano, eu virei um profissional.

SJ: Você tem uma incrível habilidade de desenhar qualquer coisa no mundo em seu próprio e distinto estilo. Você normalmente usa material de referência para desenhar diferentes objetos, lugares, ou coisas?
T: Eu quase nunca uso material de referência para lugares, mas para objetos, por exemplo, se existe um modelo próprio de carro que eu goste, eu usarei um livro como referência para desenhá-lo.

SJ: Qual tipo de material de desenho você usou p/ Dragon Ball? Com que tipo de material de desenho você trabalha hoje?
T: Eu não tenho certeza se esses materiais estão disponíveis nos EUA, mas em Dragon Ball eu usei G-pens (um tipo de caneta-nanquim), Papel Kent (um papel do tipo Bristol Board, feito no Japão), tinta a prova d’água e tintas coloridas para pintura. Hoje eu uso um MacIntosh para colorir.

SJ: Eu ouvi que você está recolorindo, possivelmente até redesenhando, partes de Dragon Ball para uma “Perfect Edition”. Como é a sensação de resenhar Goku e cia pela primeira vez em tanto tempo?
T: Eu não redesenhei nada do mangá em si, porque senão eu começaria a implicar com tudo. Apenas novas capas. Desenhar isso de novo pela primeira vez em tanto tempo produziu uma mistura muito complicada de emoções, combinando nostalgia com o sentimento de não mais querer desenhar Dragon Ball.

SJ: Dragon Ball foi traduzido em várias línguas diferentes ao redor do mundo, e parece ter um apelo extremamente universal. Como você se sente sobre ter sido traduzido em muitas e muitas línguas?
T: Claro que faz me sentir muito feliz, mas eu continuo tentando viver como sempre vivi, sem realmente pensar nisso.

SJ: Em quais projetos novos ou mangás você está trabalhando ultimamente?
T: Agora eu me afastei um pouco dos mangás, e estou estudando coisas que eu sempre quis fazer, como livros de design e ilustrações.

SJ: Qual mensagem você gostaria de dar aos seus fãs americanos?
T: Essas pessoas que na distante América são fãs de Dragon Ball, me fazem verdadeiramente feliz. O método de produção de quadrinhos no Japão é muito agitado, mas também compensador, porque é possível fazer tanto a história, quanto arte por si só. Desse modo, é possível mostrar a individualidade. Se essa idéia lhe atrai, eu o convoco a tentar desenhar seu próprio mangá. Porque as pessoas que podem desenhar mangás que americanos irão amar verdadeiramente são americanos como você.

SJ: De 1984 a 1985 como era sua rotina de trabalho em Dragon Ball?
T: A maioria dos Mangás no Japão são desenhados no formato shukan (semanal), então eu desenhava um episódio por semana (NE: aproximadamente 14 páginas, mais uma página de capa). Mas para mim esse ritmo era muito difícil, e eu não gostava nem um pouco disso.

SJ: Dragon Ball desenvolveu-se de uma comédia para uma série de ação/lutas. Você sente que seu estilo de desenho mudou no processo?
T: Eu não estava particularmente consciente sobre isso, mas meu estilo de desenho mudou de acordo com as circunstâncias. Mas quando se trata disso, mais do que nada, eu gosto de desenhar comédias tolas e absurdas.

SJ: Eu ouvi que muitos desenvolvimentos de enredo em Dragon Ball foram influenciados por cartas de leitores. Isso é verdade? Se sim, você pode nos dar um exemplo concreto?
T: Partes dele foram, sim, por exemplo, pegue Vegeta quando apareceu pela primeira vez, como um vilão. Mas pelo fato dele se tornar muito popular, ele permaneceu na série a partir daquele ponto.

SJ: Dragon Ball parece ter influenciado muitos jogos de video game e mangás. De onde você tirou a idéia para os ataques que aparecem em Dragon Ball, tais como o KameHameHa, e todo o poder chi?
T: Chi (NE: conhecido também por “Ki”) foi muito usado na China desde tempos antigos, mas supõe-se que seja sem forma e invisível. Todavia no mangá, para torná-lo mais fácil para qualquer leitor captar, foi necessário dar-lhe uma forma. Para o KameHameHa, eu mesmo fiz um monte de diferentes poses e escolhi aquela que pensei ser a melhor.

SJ: Eu ouvi que você é fã de Jackie Chan. De todos os filmes de Jackie Chan, qual é o seu favorito?
T: Drunken Master (primeiro filme). Se eu não tivesse assistido esse filme, eu nunca teria criado Dragon Ball.

SJ: Você é fã de luta-livre? Eu pergunto porque em Dragon Ball existem alguns personagens desse estilo como Senhor Satã.
T: Infelizmente, eu não sou um grande fã de luta-livre.

SJ: Quais são seus hobbies? Como você passa seu tempo livre?
T: Na verdade, eu tenho um monte de hobbies, mas eu mantive kits de montagem de modelos por mais tempo. Em particular, eu amo modelos militares.

SJ: Eu ouvi que Dragon Ball foi inspirado particularmente por uma viagem a China. De todos os lugares que você visitou, quais foram particularmente memoráveis? Você faz muitos desenhos quando viaja?
T: Eu estive em muitos lugares, mas Austrália, na qual eu senti um prazeroso equilíbrio entre cidades e seus magníficos espaços naturais, me tocou demais. Eu não desenho nada em particular durante minhas viagens.

AKIRA TORIYAMA – WORLD GUIDES (ANIMERICA)

by Kami Sama Published on: 7 de setembro de 2010
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Akira Toriyama – World Guides

Em 1998, a Animerica publicou partes traduzidas da entrevista de Akira Toriyama para a World Guides. Esse artigo é obrigatório para os fãs de Dragon Ball!

Início

Descubra o que aconteceu na criação da lenda do mangá e anime Dragon Ball, ao passo que o criador Akira Toriyama nos satisfaz com os segredos de sua arte, o que Goku deve à Monkey King e Jackie Chan e a surpreendente origem do Kamehameha à tempo para a estréia da série de mangá Dragon Ball na América do Norte.

O estilo de Akira Toriyama é daqueles que você identifica na hora, mesmo no meio de um mar de outros artistas de mangá – ninguém consegue fazer igual. As personagens masculinas de Toriyama são mais baixas, mais redondas e, de alguma maneira, mais duras, com uma combinação de olhos tipo Tezuka, músculos pulsantes e bocas sorridentes e cheias de dentes. Suas personagens femininas tem seu próprio traço de sensualidade sólida e encantadores olhos vesgos, e simplesmente, ninguém tem um traço melhor ao desenhar crianças. Assim como crianças de escola, as personagens de Toriyama dominam seu espaço no papel como se fosse seu próprio estado independente – quando eles gritam, correm, voam, chutam, socam ou voam com uma explosão de poder, você quase sente o estouro de energia.

Toriyama traça suas origens como artista aos seus tempos de escola primária. Até hoje, ele lembra da primeira vez que seu desenho começou a emplacar. “Minha primeira memória de um desenho satisfatório foi o de um cavalo”, diz ele. “Eu ainda lembro dele. Eu sabia que tinha feito as juntas direito”.

“Eu sempre gostei de desenhar”, ele continua. “Quando eu era pequeno nós não tínhamos tantas formas de entretenimento como nós temos hoje, então ficávamos todos desenhando. Na escola primária, nós ficávamos todos desenhando mangás ou animações e mostrando uns aos outros”. Mas quando eu lhe perguntei se esse auto-treino passado em desenho foi o que o levou à seguir a carreira de artista de mangá, Toriyama foi cético. “Talvez” ele disse. “Eu só continuei desenhando. Nós todos nascemos com as mesmas habilidades para desenho, não nascemos? Eu começei à fazer perfis de amigos e começei a achar divertido desenhar”.

Como relação ao que ele desenhou anteriormente, Toriyama aponta para os shows animados populares de hoje. “Eu não me lembro do primeiro show animado que eu vi, mas o que eu tenho lembranças fanáticas é Tetsuwan Atom. Eu costumava mandar cupons para colecionar pôsteres do Atom”. Nada muito surpreendente aqui, já que Tetsuwan Atom de Osamu Tezuka (a.k.a. Astro Boy) é lembrado fanaticamente por quase todos os japoneses que cresceram enquanto a série estava no ar. Mais surpreendente é a presença de Walt Disney no começo da carreira de Toriyama.

“Quando eu era criança tinha um curso de desenho na vizinhança”, Toriyama diz. “As crianças iam lá e desenhavam figuras. Eu me lembro de desenhar os 101 dálmatas e ganhar um prêmio. Aquilo deve ter entrado na minha cabeça e me fez o que eu sou hoje”, ele ri.

À parte de Atom e 101 Dálmatas (“Eu me lembro daquele filme pelo belo desenho”), Toriyama se lembra de assistir Tetsujin 28, 8-Man e o show de TV Osamatu-feun. “Nós todos imitávamos o ‘shee’ de Iyami daquele show”, ele se lembra fanaticamente. Mais tarde, na sua carreira no Ensino Fundamental, ele começou a gostar de shows de heróis fantasiados e filmes de monstros.

Beirando o penúltimo ano de estudo, seu gosto começou a direcionar-se para filmes normais e teatrais, mas suas bases não foram esquecidas. Toriyama confirma que as poses das Forças Especiais Ginyu foram baseadas nos shows de ação que ele assistia com seu filho. “Aqueles shows são bem divertidos”, ele admite.

Negócio Duvidoso

Antes de criar Dragon Ball, Toriyama já era bem conhecido no Japão por seu mangá de comédia (e também mais tarde pelo anime) Dr. Slump, a história de uma pequena e bela garota robô e suas travessuras com a família de seu inventor. O início de Dragon Ball veio dos infernos de Dr. Slump. “Terminando Dr. Slump, eu me aconselhei várias vezes com meu editor sobre o que fazer para a minha próxima série” Toriyama diz, “Eu sempre gostei de Jackie Chan, vi seu Drunken Master II muitas vezes. Torishima me encorajou a desenhar um manga de kung fu já que eu gostava tanto daquilo. Aquele foi o primeiro Dragon Boy que eu desenhei. Os leitores gostaram, então eu decidi que minha próxima série seria nesse caminho”.

Para dar uma mudada no cenário com estilo de arte “Costa Oeste Americana” de Dr. Slump, Toriyama decidiu manter as origens de Drunk Master para a sua nova série em mente e focalizar-se na China.

“Se vai ser chinês, pode ser também de Monkey King”, Toriyama decidiu. “O Monkey King é, apesar de tudo, um conto exagerado com aventura”, ele diz. “No entanto, eu decidi ir com um Monkey King com alguns elementos de ligação. Eu achei que seria fácil de organizar com uma história de base pronta”. O Monkey King, conhecido no Japão como Saiyuki ou “A Jornada ao Oeste”, é uma lenda conhecida por toda criança japonesa como o modelo de aventura. Uma idéia antiga de desenhar Goku como um macaco de verdade, no entanto, foi descartada como não oficial. “Aquilo seria a cópia exata de Monkey King. Aquilo não mostraria um pingo de criatividade, então eu decidi fazer o personagem principal humano. Eu queria um garoto humano normal, mas aquilo não teria caráter”. No final das contas, Toriyama decidiu adicionar um pequeno extra.

“O personagem principal em Dragon Boy tinha asas, então eu queria algo imediatamente óbvio como aquilo. Então Goku ganhou sua cauda. Daquela maneira ele poderia se esconder atrás de uma pedra, mas se sua cauda aparecesse, os leitores poderiam saber que ele estava ali. Então eu adicionei as Dragon Balls que realizam um desejo quando você junta todas as sete. Eu achei que poderia fazer uma história de aventura do tipo Monkey King”.

Em harmonia com o conto de Monkey King, Toriyama ajustou seus personagens de apoio para substitutos dos companheiros tradicionais de Goku na jornada. Bulma toma o lugar de Sanzo, o sacerdote, que arma os poderes de Goku, Oolong toma o lugar de Hakkai, o porco e Yamcha é Gojo, o monstro do rio. Os paralelos são quase exatos, com pequenas variações – na lenda original de Saiyuki, o Monkey King é obrigado a trabalhar para Sanzo por uma faixa dourada a qual o sacerdote pode contrair com uma palavra. No mundo de Toriyama, Oolong é quem recebe a ordem repressora de um tipo que é de alguma maneira diferente de Bulma (Doce PP). Até o objetivo do grupo de coletar as Dragon Balls se deve à busca de Monkey King e seus companheiros pelos sutras sagrados e sem preço. As Dragon Balls tem o poder de realizar os sonhos – certamente não tem preço. Mas aparentemente, a idéia original de Dragon Ball não foi além dessa primeira jornada estilo Saiyuki pelas Dragon Balls. “No começo, eu planejava terminar Dragon Ball quando todas as esferas fossem coletadas”.

Artes Marciais e Merchandising

Embora o sucesso de Toriyama com Dr. Slump tivesse sido aclamado o suficiente para qualquer artista se aposentar, Dragon Ball foi um sucesso tão grande que ofuscou completamente seu predecessor. Serializado na antológica revista semanal de mangá SHONEN JUMP (que vende de quatro a seis milhões de exemplares por semana) de 1984-1995, Dragon Ball se tornou uma das séries de mangá e anime mais amplamente conhecidas na história do Japão, mas aquilo era apenas a ponta do iceberg. Edições estrangeiras do mangá de Toriyama foram traduzidas e publicadas em países de toda a Ásia e Europa como Malásia, Tailândia, Indonésia, Hong Kong, Coréia, Taiwan, Itália, França e Espanha, e a versão animada de Dragon Ball foi vista na França, Espanha, Bélgica, Itália, Grécia, México, Brasil, Filipinas, Indonésia, Coréia, Taiwan e Hong Kong. Assim que você adiciona CDs, video-games e um mega merchandising por todo o globo, as vendas de produtos Dragon Ball são estimadas em U$ 3 bilhões em todo o mundo.

Mas como isso tudo aconteceu? O quê lançou tanta popularidade? De acordo com Toriyama, “O mangá não era tão popular antes do TenkaIchiBudokai (Torneio de artes marciais). Torishima me disse uma vez: “Seu personagem principal é muito calmo. Por isso que ele não é tão popular”. Eu queria ganhar os leitores com a história dessa vez, e eu até fiz o esforço de fazer um personagem com roupas normais, então eu fiquei irritado e disse a ele: “Eu vou fazer algo para as multidões, então”.

“Nos dias de Dr. Slump, histórias de eventos e torneios como o Penguin Village Grand Prix (Grand Prêmio da Vila Pingüim) eram populares”, Toriyama continua. “Então eu decidi fazer um torneio simples. Assim surgiu o TenkaIchiBudokai. Todos os personagens, exceto Goku, caíram fora, Mestre Kame (Tartaruga genial) voltou e o novo personagem Kurilin apareceu. Imediatamente a popularidade subiu”.

Esse material “agrada-multidões” se tornou a marca da segunda série animada, Dragon Ball Z, baseado em luta-luta-luta. Toriyama levou as artes marciais além até dos mais exagerados excessos dos filmes de ação de Hong Kong e até a alma dos super heróis. Em Dragon Ball, se você treinar duramente, você pode voar, atirar bolas de energia, se dividir em corpos múltiplos, teleportar e até mesmo fundir dois seres em um com os poderes dos dois. Mas isso só quando você treina duro o suficiente, lembre-se.

“Quando você pensa no personagem Goku, a sua melhor descrição é que ele quer ficar forte, então eu decidi mostrar mesmo isso”. Mas mesmo assim, Toriyama tinha que trabalhar para sua audiência pelo motivo das novas artes marciais de Dragon Ball – super poderes ou não, nem mesmo Super Saiyajins conseguem facilmente. “Goku só ganha pela primeira vez no terceiro torneio”, ele diz. “As pessoas em volta de mim diziam que todos eles sabiam que Goku iria ganhar. Eu sou tão contrário ao que as pessoas dizem que se disserem aquilo eu saio do meu caminho para fazê-lo não ganhar”.

Cenas de uma luta

Os fãs de DBZ concordam – a força da série está nas suas extensas cenas de luta entre personagens cada vez mais fortes. O desafio do artista para tais histórias é manter o suspense, mesmo em lutas que duram vários episódios.

“Você não pode mostrar sempre a mesma luta”, Toriyama confirma. “Nos tempos passados, Goku ainda era pequeno, então estava tudo bem, mas na segunda metade (da história), as lutas se expandiram. Eu tive que inventar ataques mais poderosos”. Assim, a forma “Super Saiyajin” de aumentar o poder de um personagem surgiu. “Pessoalmente eu sinto que há um limite de quão forte se pode ser, então (power-ups) são geralmente fruto do desespero”. O visual distinto de um Super Saiyajin – cabelo loiro e espetado, músculos saltados, poder estalando como um energético – teve sua própria inspiração. “Eu não planejava de Goku virar um Super Saiyajin, então quando eu sugeri a idéia do Super Saiyajin, eu achei que sua aparência também deveria mudar para mostrar seu aumento de poder. Em termos de design, sua expressão é mais a de um inimigo, não é? Eu tive dúvidas se era aquilo que ele deveria se tornar, mas desde que ele iria se transformar à partir da raiva, eu decidi que aquilo era aceitável. Foi uma idéia muito ousada. Quanto aos inimigos, eles se transformam se meu editor disser que não gostou”, ele ri.

Uma forma de power-up que surgiu mais tarde, Fusão – o processo de dois guerreiros combinando em uma forma ainda mais dura, assim como a fusão de Trunks e Goten, Gotenks – teve sua origem: “Eu estava conversando e dizendo que nada é mais forte que um Super Saiyajin”, Toriyama ri. “Normalmente, Masakazu Katsura (Video Girl Ai) e eu só falamos de coisas bobas, mas ele disse: ‘Você pode sempre fundi-los’. Eu lhe disse que ele havia dito algo útil pela primeira vez”. O conceito de fusão aumentou o humor de certas cenas de luta, mas Toriyama não vê problema em ter mais risadas que machucados em seu mangá. “Se a história ficasse muito séria, minha pressão ia subir, e pessoalmente, eu não gosto disso. Eu sempre achei que mangá é para entretenimento completo”. Por outro lado, quando se pergunta para Toriyama qual a sua história preferida de Dragon Ball, ele esquece os contos mais leves e escolhe a história do pai de Goku, Bardock. “É uma história bem dramática que eu nunca desenhei. Eu tenho que ver um tipo diferente de Dragon Ball de um jeito bom”.

Falando de entretenimento, que tal o ataque personalizado de Kame Sennin (Mestre Kame), o KameHameHa? De onde veio essa idéia? “Eu não gosto muito de dar nomes aos ataques”, Toriyama diz. “Eu não acho que os personagens vão ficar gritando os nomes de seus ataques em situações de vida ou morte. Você morreria enquanto grita o nome do seu ataque”, ele ri. “Mas meu editor disse que eu sou melhor de longe em dar nomes aos ataques. KameHameHa é invenção da minha esposa. Eu estava agonizando, ‘É o ataque do Kame, chamado algumacoisa-ha! Algumacoisa-ha!’ Então ela sugeriu Kame-Hame-Ha. Era incrível. Era tão bobo que se encaixava perfeitamente à imagem do Kame Sennin”.

Quando os mundos colidem

O mundo que aparece em Dragon Ball é como a Terra, mas não exatamente igual a Terra. Um lugar de vastas extensões desérticas como que saído de um desenho do Papa-léguas; ilhas tropicais com palmeiras; cidades enormes e agitadas como nos filmes futuristas; vilas como as casas dos Munchkins em O Mágico de Oz. Botões onipresentes e bugigangas expansíveis da Capsule Corporation, diretamente de Os Jetsons, com beleza e tecnologia; A moto aérea de Bulma nos primeiros episódios parece um aspirador de pó da Electrolux modificado para correr – utensílios de cozinha dos anos 50 para um rico mundo de desenho.

“Todas as palavras que eu desenhei no mangá são diferentes do mundo real, desde o primeiro mangá”, Toriyama diz. “Você não pode dizer onde fica a Vila Pingüim… Kishman parecia um pouco mais real, mas você não consegue localizá-la no mapa também. É mais fácil, apesar de tudo – meu padrão para fazer uma escolha é facilidade. Se algo é baseado no mundo real, eu tenho que usar referências para construções e veículos. Desse modo, eu posso decidir cada ajuste que eu quero e desenhar livremente”.

Dragon Ball, no entanto, usou de alguns lugares do mundo real como base. “Minha esposa estava encantada com a China na época, então eu usei alguns livros de fotos que ela havia comprado. Também, antes do seriado começar, eu fui para Bali com meus familiares e assistentes. A Ilha Papaia, onde acontece o torneio TenkaIchi, foi modelada completamente após Bali”. Outras situações onde Toriyama foi forçado a usar referências da vida real foi a localização de uma espaçonave enterrada (“Eu usei uma coleção de fotos africanas para isso”) e várias terras desoladas e áridas. “As histórias mais tardias todas aconteceram em terras desoladas, então era duro desenhá-las diferentemente. Eu mudava o cenário toda vez. Eu mudava a forma das rochas ou as montanhas ao longe. “Eu tinha que fazer com que os leitores soubessem que aquele lugar era diferente do da última vez – seria chato usar toda vez o mesmo cenário”.

“Tem sido um hábito meu desde a infância sempre estar olhando tudo ao meu  redor”, ele continua. “Quando eu vou fazer compras eu me divirto mais olhando a cidade do que comprando. Pro meu trabalho, o cenário da cidade, coisas pequenas e as roupas das pessoas são todos úteis – também, as coisas variadas que eu tinha que desenhar quando era empregado. Eu reclamaria de ter que desenhar cem pares de meias”, ele ri. “Em retrospecto, aquele até que foi um exercício útil”. Ao invés de desenhar o que ele vê, ele diz “Eu gravo isso na minha visão, então eu normalmente falho quando vou tentar desenhar isso depois. ‘Era assim mesmo?’ Mas eu retenho a imagem geral das coisas. Eu confio naquela não-tão-completa memória exata para desenhar as coisas. Eu provavelmente posso desenhar quase tudo desse jeito”.

Filmes são outra fonte para suas idéias, embora ainda mais subconsciente que suas observações nas ruas. Toriyama não assiste tantos filmes que os deixa jogados ao fundo enquanto ele trabalha (“Legendas não são boas para mim – Eu não consigo trabalhar!”), mas às vezes, pequenas inspirações aparecem. “Em termos de história eles são inúteis”, Toriyama diz. Mas como mostrar as coisas, como explosões, onde as coisas não explodem simplesmente – elas tem que brilhar primeiro e então o som deve seguir com um pouco de atraso. Além disso, os filmes de Jackie Chan devem ser uma referência para o ritmo das batalhas.

“A única outra possibilidade onde eu possa usar referências para a minha arte seria desenhando carros e aviões”, Toriyama continua. “Modelos plásticos são úteis. Você pode examiná-los por qualquer ângulo enquanto desenha os carros”. Essa necessidade de detalhes, aparentemente, é parte do que levou ao estilo engraçado e caricaturado de Toriyama para desenhar máquinas e outros aparelhos. “Se você quiser desenhar algo exatamente do jeito que ele é, leva uma quantidade enorme de tempo. Se você não pega os detalhes direito, as imperfeições vão se acumular em algum lugar. Mas não há problema se está caricaturado. Eu tento terminar o mais rápido possível”.

“Eu provavelmente me divirto mais criando veículos originais”, ele continua. “Eu geralmente considero detalhes do tipo como entrar neles e onde ficam seus motores. Quando você desenha um carro real, você tem que obter algumas referências. Eu odiaria ter alguém me dizendo que está errado”, ele ri. “Mas se é algo que eu inventei, eu posso fazê-lo do meu jeito”. De fato, esse estilo caricaturado é essencial para o mundo de Dragon Ball como um todo. “Meu mangá é no estilo de comédia vulgar, então, se os personagens são caricaturas humanas, seria estranho se as outras coisas não fossem caricaturadas”.

Além da versão da Terra de Dragon Ball, a série mergulha em muitas aventuras “fora do mundo” – no planeta Namek, procurando pelas Dragon Balls mais poderosas. “Eu inventei a arquitetura e as naves de Namek baseado no trono de Piccolo. Eu só pensei em fazer o conjunto coerente quando eles foram para Namek”, Toriyama afirma. Outra ambientação única são o paraíso e inferno bem asiáticos de Dragon Ball, onde Gokou passa boa parte da série tentando voltar para a Terra. A introdução de Toriyama, porém, é longe da típica. “O santuário de Deus parecia particularmente místico, então eu achei que funcionaria para fazer os outros lugares parecerem mundanos. Então Emma Daioh (rei do Mundo dos Espíritos, cidade de Hades) e os ogros aparecem vestindo ternos como homens de negócio”. O “afterlife” (morte), na visão de Toriyama, é cheia de referências à rotina da Terra – desde caminhões de limpeza no Caminho da Serpente até ogros vestindo camiseta e roupa de cooper e almas viajando para o paraíso de avião. Na explicação, Toriyama se refere a um mapa mundi na coleção de ilustrações de Dragon Ball.

“Esse mapa é algo que eu desenhei originalmente à pedido de um animador, mas eu usei a oportunidade para fazer o mundo completo. Eu geralmente faço a história primeiro e depois o mundo. Um verdadeiro artista de mangá provavelmente desenharia o mapa primeiro e depois pensaria na história. Isso pode fazer parecer que eu trabalho sem pensar, mas não é verdade. Eu tenho uma vaga noção antes de começar a história”.

Brincando de Deus

No mesmo caminho, a abordagem de Toriyama para o design do personagem é a de criar personagens para se encaixarem a sua história. Em Dragon Ball, até a premissa de que os personagens eram aliens foi algo que Toriyama só inventou na hora. “Eu não pensava que Goku fosse ser um alien quando ele tinha cauda ou se transformou num macaco gigante. O mesmo com Piccolo. Eu vim sugerindo aquilo quando Deus (Kami Sama) apareceu. Eu geralmente proponho uma explicação mais elaborada”.

Do mesmo modo, Toriyama começa o design de seus personagens com a personalidade, preenchendo os detalhes conforme ele avança. “Eu começo com o rosto e enquanto eu faço o rosto, eu penso no físico. Depois da cabeça e do corpo, eu tenho uma noção de um traje que seria adequado para o mundo onde ele vive ou, para um lutador, algo que seria confortável durante a batalha. Basicamente eu penso em monocromo – depois que eu invento os personagens, seus projetos de cores estão rudemente acertados na minha mente. É claro que eles saem diferentes quando eu vou colori-los no papel”.

Dragon Ball à parte, hoje em dia Toriyama é possivelmente mais conhecido como designer de video games, especialmente na América, onde animação japonesa e quadrinhos estão apenas começando a pegar. Os personagens de Toriyama para video games populares como Chrono Trigger e Tobal nº 1 são instantaneamente reconhecíveis, quase a ponto de serem personagens que poderiam facilmente ter aparecido em Dragon Ball (Nós sabemos de um fã de DBZ que usou o recurso de customização em Tobal nº 2 para fazer uma réplica de Gotenks). Toriyama fala de suas aventuras desenhando para video games que foram provavelmente sugeridas à ele por seu editor. “No começo eu não queria”, ele diz, “mas eu expandi meus horizontes”. Sobre a diferença entre desenhar personagens para vídeo games e desenhar para mangá ou animação, Toriyama admite que “É diferente”, e nota que apesar dos personagens do vídeo game serem cuidadosos, ainda é possível desenhar personagens intrigantes.

“No mangá ou animação, designs detalhados demonstram trabalho duro, mas: você não tem essas restrições nos video games. Você deve dar-lhes características distintas, mesmo quando elas são reduzidas a poucos pixels. Pode ser o mesmo com animação. Você teria um personagem negro, um marrom ou até mesmo um roxo. Para o meu mangá, eu prefiro evitar de usar tons de tela, mas em animação, a mesma coisa deve ser feita para distinguir os personagens. Nos video games, eles podem ter trajes que eu teria muito trabalho para fazer no mangá. Para animação, eu tenho que ter um compromisso que não vá exigir demais dos animadores enquanto ainda lembre o video game.

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