Criador de Naruto, Masashi Kishimoto, fala sobre o impacto que Dragon Ball teve na sua infância

 

Criador de Naruto, Masashi Kishimoto, fala sobre o impacto que Dragon Ball teve na sua infância. Entrevista e ilustração foram publicadas na “Dragon Ball Children Volume 2” em janeiro de 2003. Confira tradução:

24, 25, 26, 27, 28… essa é a ordem da idade do pessoal aqui que cuida de Naruto. O assistente mais jovem tem 24 anos, sou o velhinho com 28 anos e temos um ano de diferença cada. Estou sempre lhes dando instruções como esta: “Faça a superfície no plano de fundo deste painel como a terra no Planeta Namekusei”. E todos entendem. É o nosso ponto em comum, algo que permanece até hoje em nossos corações…Dragon Ball.

A ansiedade que todos compartilhamos em comum: “O que diabos vai acontecer?” Quando eu li o que Eiichiro Oda-sensei disse no volume 1 de “Dragon Ball Children”, eu involuntariamente respondi: “Sim! Sim! Nós também dizíamos isso! Nós também dizíamos isso!!”

Durante toda a semana, todos esperávamos ansiosamente por Dragon Ball, e isso sempre se tornava um tópico de discussão ampliado. Do delinquente juvenil às meninas, e até aos professores, uma grande variedade de pessoas tinham Dragon Ball em seus lábios. Alguma vez houve algo que se tornou uma fonte de prazer para absolutamente todos, jovens e adultos, homens e mulheres?! Essa popularidade explosiva provavelmente não se limitou apenas ao nosso ambiente, mas algo que ocorreu em todos os lugares.

Com Dragon Ball se tornando uma alegria compartilhada por todos, surgiu uma certa “regra tácita”. O tolo que a infringisse receberia uma punição equivalente a receber uma surra, ou possivelmente seria banido de seus amigos. Essa “regra tácita” era… “Quem já leu o capítulo de Dragon Ball na JUMP da semana não pode comentar nada sobre seu conteúdo com quem ainda não leu!” Em outras palavras, o tolo que roubasse o prazer dos outros deveria receber naturalmente uma punição equiparável. No entanto, depois de ler, você imediatamente quer tanto falar sobre isso que não consegue evitar. Até eu já quebrei essa regra tácita várias vezes e me dei mal, mas Dragon Ball era algo que as pessoas apenas esperavam muito.

Recentemente, às vezes do nada eu pensava: “Goku era como um ser mágico, capaz de atrair pessoas para ele.” Agora, quando as pessoas ouvem o nome “Son Goku”, a primeira coisa que lhes vem à cabeça não é mais o Rei Macaco de Jornada ao Oeste, mas sim esse ser quase mágico, Son Goku de Dragon Ball, não é?

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*