Análise – MAVRIX BY MATT JONES

MAVRIX BY MATT JONES

MAVRIX é um jogo de mountain bike em mundo aberto que tenta ser mais simulação do que arcade. A ideia funciona em boa parte do tempo, mas ainda parece um projeto em construção.

Os controles usam os dois analógicos: um para virar e outro para inclinar o corpo. No começo é estranho, principalmente porque a câmera não gira livremente. Depois que você se acostuma, dá para fazer curvas bem fechadas e até derrapar usando o freio traseiro. As manobras existem, mas são basicamente animações ativadas por comando. Não têm a mesma fluidez de jogos como Riders Republic ou Descenders.

A física da bike é um ponto forte e fraco ao mesmo tempo. A sensação de descer uma trilha é boa, dá velocidade e tensão. Mas em alguns momentos o movimento parece meio bagunçado, o que causa frustração. Não é uma simulação hardcore, mas também não é totalmente arcade. Dá para só brincar e cair morro abaixo, ou tentar fazer o melhor tempo possível dominando cada parte da pista.

O mapa é grande e dividido por regiões, com trilhas de dificuldades diferentes. Conforme você completa desafios, libera corridas, eventos e ganha dinheiro para comprar cosméticos. Também existem patrocínios. O problema é que o lado online é bem limitado: você vê outros jogadores pelo mapa, mas não dá para correr juntos, só competir por leaderboard.

No PS5, roda a 60 fps no modo performance e usa bem os gatilhos adaptáveis, principalmente na frenagem. Visualmente é ok nas trilhas, mas fora delas a qualidade cai.

Dá para ver que é um projeto feito com cuidado e potencial para crescer com atualizações, novas pistas e melhorias.

É o melhor jogo de MTB disponível hoje, mas ainda não está totalmente polido. Vale mais a pena pegar em promoção.

Nota: 8,0

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