Ariana and the Elder Codex – Análise

Análise – Ariana and the Elder Codex

Ariana and the Elder Codex é um metroidvania de ação em 2D desenvolvido pela HYDE em parceria com a Compile Heart e a Idea Factory. A premissa gira em torno de Ariana, uma bibliotecária encarregada de restaurar os Hero Codices, livros mágicos responsáveis por manter a magia funcionando no mundo. Quando esses códices são corrompidos e a magia desaparece, ela passa a viajar para dentro de cada um deles para reparar seus danos e descobrir mais sobre o próprio passado.

A história não é o principal destaque do jogo, mas funciona. O universo recebe uma quantidade razoável de explicações por meio de diálogos e documentos opcionais, enquanto a Biblioteca serve como ponto central para apresentar seus personagens. Ariana é uma protagonista simpática e personagens como Divina e Vester ajudam a manter a narrativa interessante. Em alguns momentos, porém, os diálogos se estendem mais do que deveriam e certas informações acabam sendo repetidas várias vezes.

O grande destaque está no combate. Ariana pode equipar até seis magias ao mesmo tempo, além de utilizar sua espada mágica, que funciona como principal ataque corpo a corpo. Tudo é extremamente rápido e responsivo. Os golpes saem com facilidade, os combos fluem naturalmente e existe uma boa sensação de progresso conforme novas magias são desbloqueadas e aprimoradas.

O sistema elemental tem papel importante durante toda a campanha, onde inimigos possuem fraquezas específicas e explorá-las causa mais dano, além de permitir a ativação de explosões elementais capazes de atingir vários adversários ao mesmo tempo. A estrutura segue a fórmula clássica dos metroidvanias, com a Biblioteca funcionando como hub central, enquanto cada códice apresenta seu próprio mapa cheio de segredos e desafios opcionais, além de caminhos bloqueados por habilidades que serão adquiridas mais tarde. Conforme Ariana desbloqueia recursos como salto duplo e dash aéreo, voltar para áreas antigas se torna parte importante da exploração, como qualquer qualquer jogo do gênero.

Os chefes estão entre os melhores momentos da aventura. Muitos possuem múltiplas fases, padrões próprios e exigem mais atenção do que os inimigos comuns. O jogo oferece diferentes níveis de dificuldade, mas mesmo no modo mais difícil algumas batalhas podem ficar mais fáceis do que deveriam quando o jogador encontra combinações muito fortes de magias e itens.

Visualmente, Ariana and the Elder Codex chama bastante atenção. Os retratos dos personagens são muito bonitos, os cenários possuem bastante cor e cada códice apresenta identidade própria. O único problema é que alguns combates ficam visualmente confusos quando muitos efeitos aparecem ao mesmo tempo. A trilha sonora acompanha bem a ação, embora não seja particularmente memorável.

Um dos maiores problemas de Ariana and the Elder Codex é a variedade de inimigos. Apesar de existirem algumas criaturas exclusivas em cada região, boa parte dos adversários reaparece diversas vezes apenas com elementos diferentes, o que enfraquece a sensação de novidade conforme a campanha avança.

Com cerca de 12 a 15 horas de duração, Ariana and the Elder Codex entrega uma aventura relativamente curta, mas consistente. Com um combate rápido e chefes divertidos, além de um sistema de magias bastante flexível, o resultado é um metroidvania bem feitinho e fácil de recomendar para quem gosta de jogos de ação em 2D.

Nota: 8,0

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