Criador de Mr. Fullswing, Shinya Suzuki, fala sobre o impacto que Dragon Ball teve na sua infância

 

Criador de Mr. Fullswing, Shinya Suzuki, fala sobre o impacto que Dragon Ball teve na sua infância. Entrevista e ilustração foram publicadas na “Dragon Ball Children Volume 3” em fevereiro de 2003. Confira tradução:

Ah… será isto um sonho? Pensando bem, ler o trabalho de Toriyama-sensei foi o que me inspirou a ser um mangaká. Eu estou muito feliz agora por poder contribuir para o trabalho de um grande mestre. (Realmente parece um sonho…)

Eu ainda não amadureci totalmente, mas, tendo a honra de fazer uma série na JUMP e colocar meu nome na mesma área que Toriyama-sensei, sou obrigado a perceber ainda mais intensamente o quão grande mestre ele é. Para mim, ele realmente é um ser divino. Nenhum outro mangá fez meu coração bater mais forte toda semana como Dragon Ball. E duvido que haja.

Afinal, ele é Deus. Deus, eu te digo.

Passei toda a minha juventude indo para a loja de conveniência de manhã, no início da semana, pegando uma JUMP e depois indo para a escola.

Ou melhor, primeiro eu ficava lá e lia, depois comprava! E, quando eu chegava na escola, todo mundo na sala de aula já estava empolgado para debater sobre Dragon Ball. Naturalmente, não queria ficar para trás.

Morte para qualquer um que me contasse sobre o capítulo antes que eu o lesse! Se você descobre o que acontece antes de lê-lo, é como se metade da diversão daquela semana fosse roubada de você. Os meninos da classe estavam sempre compartilhando a JUMP entre eles para ler.

Sempre acabava em um momento importante…Quantas vezes eu já gritei: “Droga…O que vai acontecer depois disso…” quando eu terminava de ler…? Semana após semana, Dragon Ball fazia o coração das crianças disparar… Era muita crueldade.

Hoje eu sou adulto. Vivendo uma agitada vida cotidiana, tenho medo de esquecer esse sentimento que faz o coração disparar. Com isso, sou superado pela incerteza: “Atualmente, as crianças parecem tão ocupadas com seus videogames, sua escola e seus celulares; elas podem realmente ler mangá e ter a mesma sensação do coração disparar que tínhamos naquela época, mesmo hoje em dia?”

Em algumas ocasiões, eu li Dragon Ball novamente. E de novo e de novo…

Sim… vai ficar tudo bem! Mesmo agora, ainda existe um eu que se perde lendo Dragon Ball, que já li centenas de vezes, como uma criança.

Dragon Ball é uma obra-prima eterna. Esse sentimento que faz o coração disparar sempre permanecerá com aqueles de nós que já fomos crianças, nunca desaparecendo, não importa quantos anos se passem.

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