Dragon Ball: Sparking! ZERO – Super Limit-Breaking NEO – Análise

Análise – Dragon Ball: Sparking! ZERO – Super Limit-Breaking NEO

Desenvolvido pela Spike Chunsoft e publicado pela Bandai Namco Entertainment, Dragon Ball: Sparking! ZERO – Super Limit-Breaking NEO é uma grande expansão paga para Dragon Ball: Sparking! ZERO, lançada no final de julho de 2026 para PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC. O DLC acrescenta 33 novos personagens, quatro cenários, episódios para o modo história, itens de personalização e o novo Limit Breaker Journey. A expansão também chegou junto de uma atualização gratuita que trouxe algumas mudanças para o sistema de combate.

Sparking! ZERO já tinha mais de 180 personagens e uma quantidade grande de conteúdo, então não era fácil encontrar espaço para uma expansão. Super Limit-Breaking NEO tenta resolver isso trazendo personagens que ficaram de fora do jogo original. A seleção mistura nomes conhecidos com personagens de Dragon Ball clássico, Dragon Ball Z, Dragon Ball GT, Dragon Ball Super e dos filmes. O resultado é um elenco um pouco espalhado, mas interessante principalmente para quem acompanha a série há muitos anos.

São 33 novos lutadores, sendo que poucos são apenas transformações. A maioria é formada por personagens diferentes, como Bardock Super Saiyajin, Paikuhan, Super Androide 17, Fasha, Cheelai, Champa, Trunks de Dragon Ball GT, Jaco, Rei Piccolo e Mighty Mask. Também existem vários personagens da fase clássica, como Goku do Torneio de Artes Marciais, Chi-Chi, Tenshinhan jovem, Androide 8 e General Blue. Eles ajudam a preencher uma parte de Dragon Ball que ainda tinha pouca presença no elenco original e que foi alvo de muitas críticas dos fãs. E a escolha funciona porque a Spike Chunsoft manteve o cuidado que já existia no jogo base. Mesmo personagens que tiveram poucas lutas no anime receberam golpes especiais, animações e interações próprias. Claro, há alguns movimentos ainda são compartilhados entre lutadores, o que é normal em um elenco tão grande, mas os novos personagens têm diferenças suficientes.

Os personagens de Dragon Ball clássico são alguns dos mais interessantes porque pertencem a uma época em que as lutas eram bem diferentes das fases posteriores. Goku jovem, Chi-Chi, General Blue e Tenshinhan dessa época possuem golpes mais próximos das artes marciais tradicionais e por incrível que pareça combinaram bem com o estilo de Sparking! ZERO. O DLC também traz novos trajes, acessórios e outros itens de personalização, chegando a aproximadamente 20 adições. Alguns deles não servem apenas para mudar a aparência dos personagens, pois também alteram golpes específicos, como é o caso do uniforme usado por Gohan adolescente no filme de Bojack, que muda seu Ultimate na forma de Super Saiyajin 2. Goku e Vegeta Super Saiyajin Blue também recebem uma possibilidade inspirada no ataque conjunto usado contra Broly.

São detalhes pequenos perto do tamanho do elenco, mas funcionam bem em um jogo que depende tanto de referências ao anime, permitindo acrescentar novas técnicas e situações sem transformar cada roupa em um personagem separado. Esse sistema também poderia ser usado em futuras atualizações, já que muitos personagens de Sparking! ZERO poderiam receber golpes diferentes ligados a roupas ou momentos específicos da série. Quem sabe?

A expansão do modo história acrescenta quatro episódios centrados em Cell, Kuririn, Yamcha e Tenshinhan. A estrutura continua parecida com a campanha original, com batalhas baseadas em acontecimentos conhecidos e algumas rotas alternativas. Os novos capítulos também usam o sistema What-If para criar situações que nunca aconteceram na história, como Yamcha sobreviver ao ataque dos Saibamans ou Tenshinhan participar da luta contra Freeza em Namek. São momentos que funcionam principalmente pelo fanservice, afinal, essas histórias What-If sempre são divertidas por mudar justamente a história original e criar situações diferentes usando seu enorme elenco. Os quatro episódios aumentam o conteúdo da campanha e dão motivos para voltar ao modo história, mas são pequenos demais para mudar a opinião de quem já não gostava muito da estrutura narrativa do jogo original.

Os quatro novos mapas também aumentam as possibilidades, trazendo lugares como a Kame House e o Palácio de Kami-sama, possuindo objetos destrutíveis e mantendo o mesmo cuidado visual do jogo base. O problema é que quatro arenas ainda são poucas para uma expansão desse tamanho, principalmente porque alguns desses locais são importantes para a história de Dragon Ball e já faziam falta desde o lançamento original, sendo alvo de inúmeras críticas dos fãs e dos jogadores.

Esse problema aparece em várias partes de Super Limit-Breaking NEO. Existe bastante conteúdo quando todas as novidades são reunidas, mas algumas parecem coisas que poderiam ter sido colocadas no jogo original, principalmente com alguns personagens e cenários importantes. Claro, as adições continuam sendo boas, mas o DLC acaba parecendo mais uma grande complementação de Sparking! ZERO do que uma expansão que muda de verdade a experiência.

A atualização gratuita lançada junto com a expansão ajuda um pouco, pois também traz mudanças para quem não comprou o DLC. Uma delas é uma versão mais forte do Sparking Mode, que dá vantagens durante seu uso, mas também traz consequências depois que o estado termina. Também foi adicionada uma forma de trocar personagens usando um superataque. As mudanças são interessantes porque mostram que boa parte das novidades mecânicas foi colocada na atualização gratuita. Ou seja, quem compra Super Limit-Breaking NEO está pagando principalmente pelos personagens, mapas, episódios e pelo Limit Breaker Journey, não necessariamente pelas novas mecânicas que tornam-se o padrão do jogo.

O Limit Breaker Journey é a principal novidade de Super Limit-Breaking NEO, sendo um modo para um jogador inspirado em roguelites, no qual podemos escolher qualquer personagem e começar uma sequência de batalhas e eventos para aumentar seu poder. Cada jornada apresenta um mapa com batalhas, eventos aleatórios, melhorias temporárias e oportunidades para aumentar os atributos do personagem. Ao vencer as lutas, o jogador recebe experiência e Sparking! Points, que servem para melhorar os atributos e comprar novas habilidades. Também é possível encontrar Battle Arts de outros personagens e diferentes vantagens para aquela tentativa.

A progressão permite criar personagens muito fortes, principalmente quando usamos lutadores que normalmente estão abaixo na escala de poder de Dragon Ball. É divertido pegar Yamcha, Chi-Chi ou outro personagem mais fraco e continuar treinando até transformá-lo em alguém capaz de enfrentar adversários muito mais fortes. O sistema ainda permite usar esses personagens desenvolvidos em algumas partidas casuais online e em outros modos para um jogador. E quando o personagem perde toda a vida, a tentativa termina e parte dos recursos temporários desaparece. O jogador precisa começar outra sequência, embora parte da evolução permanente continue.

O problema está na dificuldade do Limit Breaker Journey, pois os inimigos nem sempre parecem ter uma força compatível com o nível indicado e a inteligência artificial pode mudar muito de uma luta para outra. Um adversário que parecia fácil pode se tornar uma barreira muito maior do que o esperado. Em outras tentativas, a mesma luta pode ser muito simples.

O modo também fica repetitivo porque quase todas as atividades acabam levando para outra batalha. Existem eventos, recompensas e chefes, mas o mapa funciona basicamente como um menu no qual o jogador escolhe qual atividade fará em seguida. Falta uma exploração de verdade e, depois de algumas horas, isso começa a ficar claro. Essa falta de exploração é uma oportunidade perdida, mas, mesmo assim, o modo tem lá a sua graça, mesmo quando a repetição e a dificuldade irregular diminuem a vontade de iniciar outra jornada.

Super Limit-Breaking NEO acaba tendo esse mesmo problema em quase toda a expansão. Além disso, Sparking! ZERO ainda não resolveu alguns outros problemas, como a câmera, que ainda pode se comportar mal durante lutas contra personagens gigantes ou em áreas menores. Existe bastante conteúdo, mas as partes parecem pouco ligadas umas às outras. São 33 personagens, quatro mapas, novos episódios, itens, roupas e um modo roguelite, mas falta uma ideia principal que faça tudo parecer parte de um novo capítulo de Sparking! ZERO. Ainda assim, não dá para ignorar o trabalho feito nos novos personagens.

Para quem gosta de Dragon Ball, gosta de testar personagens diferentes e passou muitas horas criando batalhas no jogo original, existe bastante coisa para aproveitar. Os novos personagens receberam um bom nível de cuidado e o Limit Breaker Journey também aumenta a duração para quem gosta de repetir batalhas e deixar os personagens cada vez mais fortes. Dragon Ball: Sparking! ZERO – Super Limit-Breaking NEO é uma expansão grande em quantidade, principalmente por causa dos 33 novos personagens, mas não muda tanto o jogo.

O elenco continua sendo a principal força de Sparking! ZERO e ficou ainda melhor com vários personagens que estavam faltando. Os novos What-If, trajes e cenários também dão mais opções para quem já estava satisfeito com o jogo original. O Limit Breaker Journey tem potencial para ser uma das partes mais interessantes da expansão, principalmente pela liberdade de desenvolver qualquer personagem até níveis muito altos. Porém, sua estrutura simples e repetitiva impede que a ideia seja tão boa quanto poderia. Super Limit-Breaking NEO não deixa de ser uma expansão interessante, para quem quer continuar jogando Sparking! ZERO.

Nota: 8,5

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