Entrevista de Akira Toriyama na revista Cosmopolitan Nº2 de 1982

Cosmopolitan Magazine #2 (fevereiro de 1982)

Com um coração de menino, continua a desenhar apenas mundos ao seu estilo.

N’Cha! Eu sou Akira Toriyama.

Segundo especialistas em mangás, Dr. Slump é um mangá cômico antiquado, de um gênero já popular há quase 20 anos. Um mundo de conto de fadas simples e fantástico. As únicas pessoas que podem desenhar tal mundo devem ser aquelas que continuam a ter o mesmo coração ingênuo de uma criança. Akira Toriyama tem 26 anos. Ele é um jovem tímido, com seu jeito de menino, que cresceu em seu próprio mundo. Agora vamos ouvir suas palavras sinceras.

 

Entrevista / A redação

Fotografia / Takashi Kakinuma

Cooperação / Akira Sakuma

 

Um garoto que não gosta muito de mangá e nunca leu “Ashita no Joe” ou “Kyojin no Hoshi”.

Dr. Slump é muito popular. Sr. Toriyama, você agora é tão famoso como o criador de “Dr. Slump” que todos o conhecem, mas eu sei que antigamente você participava regularmente do concurso Fresh Jump, um prêmio mensal organizado pela Weekly Shōnen Jump para descobrir novos talentos. Você enviou “Dr. Slump” para o Jump Award?

Sim. Para ser mais preciso, enviei trabalhos para o Jump Award todos os meses e fui rejeitado por todos. Meu editor atual, o Sr. Torishima, leu meu trabalho e o achou interessante. Ele me disse: “Você não precisa mais se candidatar ao Jump Award, basta desenhar e enviar seu trabalho diretamente para a equipe editorial da Jump“. Eu gostava muito de desenhar mangá naquela época, então continuei a desenhar e apresentá-los. E eles continuaram sendo rejeitados (risos). Não sei quantos fiz, mas no final do ano passado enviei a eles “Dr. Slump” e eles aceitaram. Portanto, “Dr. Slump” não ganhou o Jump Award em si. E ainda não ganhei nenhum prêmio de mangá.

“Dr. Slump” explodiu em popularidade. A propósito, eu pensei que você deveria ser alguém muito jovem (um garoto, pelo menos), já que era um participante regular do Jump Award, mas você nunca havia desenhado ou lido mangá antes de começar a se inscrever para esta competição. Não consigo acreditar nisso.

Isso mesmo. Quase não leio mais, a não ser de vez em quando, numa cafeteria para passar o tempo. Eu não tinha ideia de que tipo de mangakás existiam neste ambiente…

Até, por exemplo, Osamu Tezuka…?

Ah, eu conhecia o Sr. Tezuka, claro. Quando eu estava no ensino fundamental, adorava “Astro Boy”, tanto o anime quanto a versão em quadrinhos. Eu até preferia essa. Mas nunca tinha lido “Ashita no Joe” ou “Kyojin no Hoshi”. Meu assistente, Hiswashi, sabe muito mais sobre mangá do que eu e estou aprendendo muito com ele no momento.

Então você não tem um mangaká favorito que sonhou em seguir os passos?

Não, nada desse tipo.

No entanto, o que o levou a enviar seu trabalho para a Jump?

Porque a Jump estava recrutando jovens artistas mensalmente, isso é tudo (risos).

Então você lia a Jump com relativa frequência? (risos)

Não, eu quase não lia (risos). Eu nem trabalhava na época, ficava em casa… Mas eu sabia que tinha que fazer alguma coisa porque eu não tinha muito orgulho quando estava perto da minha família… (risos). Enfim, a única coisa que eu sabia fazer em casa era desenhar mangá. Eu gostava de desenhar. Então eu realmente queria desenhar a sério, mas não sabia como ou onde publicar. Se fosse mangá, sabia que poderia me candidatar à Jump (risos). Mas eu não tinha intenção de me tornar um mangaká. Na época, eu só queria pôr minhas mãos na quantia em dinheiro que acompanhava esse prêmio.

Ser designer em uma agência de publicidade era difícil, mas ser mangaká é mais ainda. É um inferno.

Sr. Toriyama, depois de se formar no departamento de design em uma escola técnica, você trabalhou em uma agência de publicidade por três anos, certo?

Sim. Como eu disse antes, gosto de desenhar desde a minha infância. Então escolhi um curso de design porque queria chegar o mais próximo possível disso, mas nunca me interessei pelo design em si. Também entrei para uma agência de publicidade como designer, mas o trabalho não me interessou muito…

Que tipo de trabalhos você fez na agência de publicidade?

Eu fiz um monte de panfletos. Também desenhei embalagens e calendários. Eu gosto de desenhar, é legal, mas não sou bom em distribuir o texto. Porém, os trabalhos vinham um após o outro e eu tinha que continuar fazendo mais e mais. Sou o tipo de pessoa que, quando começo a fazer algo, quero fazê-la indefinidamente, então não fui feito para isso. Além disso, não gostei do fato de a empresa estar mais focada em vendas do que em qualidade.

Ouvi dizer que você costumava se atrasar para o trabalho (risos).

Hahaha, é verdade. Me atrasava cerca de dois terços do mês. Então ficou provado que não fui feito para trabalhar em uma empresa.

A viagem de casa para o trabalho demorava tanto assim?

Eram apenas 20 minutos de moto, hahaha. É que eu sou um imprestável de manhã.

A propósito, ouvi dizer que quando você e o Sr. Torishima, o editor responsável pelo seu mangá, viajaram para os EUA, ele ficou extremamente irritado por você não conseguir acordar de manhã (risos).

Pois é, mas eu não acho que foi tão ruim assim.

De toda forma, trabalhando em uma agência de publicidade, você não tinha que fazer muitas horas extras? E ainda assim tinha que trabalhar de manhã?

Isso mesmo! Esse tipo de lugar é bastante rigoroso e eu tinha que estar no trabalho às 9 horas da manhã. Por um tempo após ingressar na empresa, estavam constantemente apenas chamando a minha atenção, mas, no fim das contas, parece que desistiram.

Mas se você fazia hora extra na noite anterior, deve ter sido difícil, certo?

Era muito severo. Se bem que não era tanto quanto ser um mangaká, agora que penso nisso. (risos)

É tão difícil ser um mangaká? (risos) 

Muito. É um inferno (risos).

Bem, é uma publicação semanal, então você tem que desenhar uma história a cada semana. Você sente que precisa trabalhar no próximo assim que termina o atual?

Hm… mais ou menos. Se for apenas uma edição semanal, não acho que você ficará muito ocupado se fizer isso de maneira bem planejada. Algumas pessoas publicam em duas ou três revistas. No entanto, tendo a desenhar até o final do prazo. Até lá, sou o tipo de pessoa que fica pensando: “eu preciso fazer isso”, e aí eu faço tudo de uma vez depois, então acabo não tendo folga.

Você tem uma personalidade complicada. (risos)

Sou aleatório. (risos) Não penso muito no futuro. Mesmo quando saí da agência de publicidade, não tinha ideia do que fazer a seguir. Enquanto pensava no que fazer, pensei que, de alguma forma, tudo daria certo.

Então você ficou vadiando em casa?

Sim, não fiz nada por cerca de um ano. Em pouco tempo, pensei que minha mãe ficaria com raiva de mim para sempre.

Não disseram nada por 1 ano?

Sim, nada. Meus pais também são bastante aleatórios.

Um garoto aterrorizante que joga games até conseguir a pontuação máxima

O apelo de “Dr. Slump” é múltiplo, sendo difícil resumir em uma palavra, mas podemos citar a originalidade dos nomes de lugares como a Vila Pinguim e a Ilha Gengoro, assim como a ideia realmente única de que humanos, animais, alienígenas e até monstros podem coexistir, e especialmente todos os personagens particularmente fofos como Arale e Gacchan. As muitas referências a animais e seus nomes em “Dr. Slump” significam que o senhor é um amante dos animais?

Sim, gosto muito de animais. Quando eu era criança, tinha de todos os tipos. Uma vez tive uma cobra e um corvo, o que era bastante incomum. A cobra era uma listrada, que peguei em algum lugar e guardei para cuidar. Acho que o corvo era originalmente um pássaro ferido que vagava dentro de casa.

Os corvos são surpreendentemente selvagens. Eles nunca parecem realmente se acostumar com as pessoas, não é?

Não, eles se adaptam muito bem. Se eu amo tanto os animais, provavelmente é porque os conheço. Moro em Nagoya, mas não na cidade, e sim bem no interior. Portanto, há campos de arroz ao redor da minha casa. Você pode ver o horizonte. Há doninhas e faisões. Meio inacreditável, não?

Então, onde você mora é como a Vila Pinguim?

Sim, podemos dizer isso.

Você nasceu e cresceu lá…?

Sim, jamais saí de lá.

Você é muito apegado ao lugar?

Pra ser sincero, não! Não sinto um amor incondicional pela minha cidade natal. Seria mais fácil trabalhar em Tóquio, mas não trabalho lá porque é muito complicado me mudar. Mas é certo que prefiro o campo à cidade. Quando vou a Tóquio, sinto-me inquieto e irritado. Eu simplesmente não gosto de multidões. O que eu amo em vir para a cidade é quando jogo nos fliperamas. Toda semana tenho que ir ao aeroporto de Nagoya para enviar meus manuscritos para Tóquio. E todas as vezes vou a um fliperama em Nagoya e jogo antes de voltar para casa. Assim que começo a jogar, fico viciado e não consigo parar até ter a pontuação mais alta do dia. Uma vez, quando eu estava preso em um hotel em Tóquio desenhando um manuscrito, fui para Shinjuku com o Sr. Torishima e outros à noite, depois de terminar de desenhar, mas fiquei no fliperama até o amanhecer. Tenho espírito competitivo e não suporto ser inferior aos outros nas pontuações.

Você soa como os recentes meninos de computador. Não pratica esportes?

Quando eu estava no ensino fundamental, joguei tênis de mesa por três anos, mas durante um torneio perdi na primeira rodada, então não foi grande coisa. Não tenho nada contra praticar esportes por diversão, mas não gosto de me entusiasmar demais.

Então você não se sente apto a desenhar uma história esportiva?

Seria complicado fazer esse tipo de coisa. Afinal, esportes devem ser divertidos, certo? Se for pra me divertir, gosto de tênis de mesa e beisebol.

Adoro fazer modelos de plástico, e também adoro os de controle remoto! São todos hobbies obscuros…

Existem muitos animais em Dr. Slump, mas também existem monstros, alienígenas, o Ultraman e assim por diante. Muitas dessas coisas aparecem.

Bem, eu adorava filmes de monstros. Muitas vezes fui ver Godzilla e Gamera, mesmo depois de entrar no ensino médio. Para isso, era melhor fazer fila de manhã cedo. Quando eu estava no ensino fundamental, assisti “Ultraman” e “Ultra Q” na TV.

Isso é incrível, você acha que já viu a maior parte deles?

Não, caso esteja me perguntando como um grande fã, pois acho que não vi tantos. Geralmente, só vejo os que todos estão assistindo. Tem gente que é fanática, e não posso dizer que seja o meu caso, independente do gênero. Sou muito limitado e superficial para isso.

Mas, por exemplo, mesmo que você se interessasse por filmes de monstros quando estava no ensino fundamental, provavelmente não falaria sobre essas coisas quando crescesse. O que te torna único, Sr. Toriyama, é conseguir manter isso sempre como um objeto de interesse.

Resumindo, acho que significa que eu não evoluo (risos).

Pode-se dizer isso (risos), mas acho que também é possível dizer que o senhor não perdeu o que todos perdemos com o tempo.

De um certo modo, eu ainda sou uma criança (risos).

Falando em criança, parece que seu hobby é construir modelos de plástico…?

Isso mesmo. Todos os meus hobbies têm raízes obscuras (risos). Eu com certeza gosto de coisas que posso fazer em casa. Mas quando faço modelos de plástico, costumo dar para outras pessoas, então não tenho muitos.

Não é um modelo de plástico, mas ouvi dizer que você ficou muito feliz quando recebeu um carro ou avião de controle remoto que custava de 30 mil a 40 mil ienes. Ao vê-lo, você teria levantado as mãos ao ar em um “AH”, quase desmaiando, e depois disse “E… eu realmente queria muito isso!” (risos). O Sr. Torishima, que estava por perto, disse: “Com sua renda atual, você poderia comprar centenas dessas coisas.”… Você deve ter se tornado um homem muito rico agora, mas gasta muito pouco dinheiro, não é? (risos)

Hahaha, não é que eu seja mesquinho, mas não sabia que tinha tanto dinheiro. No ano passado, quando fui para os EUA para uma viagem a convite da Jump, peguei 100 mil ienes do meu próprio dinheiro. Eu nunca tinha carregado tanto dinheiro comigo, então fiquei nervoso durante todo o caminho até o aeroporto de Narita.

Ouvi dizer que seu nome estava em uma lista das dez pessoas mais importantes em um jornal local de Nagoya, então é ainda mais estranho saber que você estava tão nervoso por causa de 100 mil ienes. Esse tipo de honestidade e humildade fazem parte do seu charme. A propósito, ouvi dizer que quando você conhece outros mangakás, sempre pede os autógrafos deles em papel de desenho, certo?

Sim, já tenho cerca de cinquenta.

Pessoas que se dão bem com garotas são muito boas nisso. Eu não sou nem um pouco.

Já falamos sobre animais e monstros, mas acho que a coisa mais fascinante sobre “Dr. Slump” é a personagem Arale. Inicialmente, o mangá seria centrado no doutor Slump, como o título sugere…?

Era minha intenção. No entanto, o Sr. Torishima me aconselhou a fazer de Arale a personagem principal… Até então, eu só havia desenhado mangás com protagonistas masculinos. Então, quando desenhei Dr. Slump, nem passou pela minha mente fazer de uma garota o protagonista. Pra começar, não sou muito bom em desenhar garotas. Ou melhor, eu ficava envergonhado.

Envergonhado?

Sim, é embaraçoso desenhar garotas.

Mas tornou-se muito popular. Você tem muitos fãs do sexo feminino.

Isso mesmo. Aliás, no começo, não gostei muito do fato de ter fãs mulheres. Porque eu pensei que estava desenhando um mangá para meninos. Quando recebia cartas de meninas, me sentia um pouco estranho. Ultimamente, esse tipo de sentimento gradualmente foi sumindo, e eu fico honestamente feliz quando recebo cartas de garotas.

As personagens que você desenha refletem sua imagem feminina ideal? Por exemplo, a Arale tem características do seu tipo favorito de garota…?

Eu nunca pensei muito nisso. Acho que não. Porém, eu meio que gosto da professora Yamabuki. Gosto de pessoas que sorriem e são amigáveis.

Você diria, então, que não é bom em sair com mulheres…?

Não sou nada bom nisso! Só de estar com uma garota, não consigo fazer nada se estiver ciente de sua presença.

O que você quer dizer com estar ciente?

Por exemplo, quando eu estava no ensino médio, ia a uma cafeteira ou assistia a um filme com uma garota. Até aí, nenhum problema, mas quando começo a pensar que é um encontro, chega um ponto em que não consigo mais…

Até hoje?

Pois é. Gostaria de me acostumar com isso, mas ainda não consegui (risos). Se for um grupo se divertindo juntos, tudo bem, mas quando se trata de casais, eu não presto.

É verdade o boato de que você nunca segurou a mão de uma mulher…?

Hahaha, dar as mãos, sim. Felizmente, consegui superar isso. Afinal, quando se dança com alguém, você tem que dar as mãos (risos). Mesmo assim, é preciso coragem. Me pergunto como as pessoas normais lidam com isso, se é perguntando: “Posso segurar sua mão?” Algumas pessoas são realmente boas em fazer amizade com garotas. Eu sou um pé no saco, então definitivamente não sou bom nisso. Eu não deveria ficar tanto em casa.

Eu vi Garganta Profunda quando fui aos EUA! Mas só tinha homens…

Falando em mulheres, ouvi dizer que você adora ler revistas pornográficas! É verdade?

Sim, adoro (risos). Todos os homens gostam, não é?

Mas o seu caso é um pouco diferente, você sente como se estivesse lendo uma revista médica ou algo assim…?

Não, nada a ver. Eu apenas olho para elas pensando que o que estou vendo é bonito, obsceno ou algo assim.

Ouvi dizer que quando você estava nos EUA tentou trazer revistas pornográficas com você, mas elas foram confiscadas na alfândega.

Isso mesmo. Achei que ficaria tudo bem, então coloquei na minha bolsa, mas foi encontrada e levada imediatamente. Eu estava com 4 exemplares da “Playboy”, “Penthouse”, “Hustler” e revistas do tipo.

Você foi severamente interrogado quando abriram sua mala, com perguntas como: “O que é isso”?

Sim, sim. Mas não em um tom tão ríspido. Foi tipo: “O que é isso”? “É uma revista. Tudo bem, certo?” “Mas essas aqui não pode”. Acredito que eles acharam que eu não sabia que era proibido, então me explicaram educadamente. “Não é uma boa ideia” (risos). Mas o que não foi tão legal é que eles fizeram isso na frente de todo mundo, então foi muito constrangedor.

Então eles fizeram você escrever um pedido de desculpas ou algo assim…?

Sim, mas não um pedido de desculpas, e sim um certificado de renúncia, no qual eu concordava em me livrar das revistas. Eu tive uma sensação estranha na hora. Mas, pensando agora, não foi tão ruim assim. Durante minha estada nos EUA, também fui ver filmes pornográficos. Sabe, aquele “Garganta Profunda“. Mas peguei no sono imediatamente. Era muito chato. Esse filme só mostrava homens (risos). E quando olhei em volta, todos estavam dormindo.

No Japão, houve um boom recentemente de revistas pornográficas plastificadas. Você se interessa por elas?

Sim. Outro dia, quando fiquei entediado em Tóquio, encontrei muitas livrarias desse tipo perto do prédio onde fica o departamento editorial da Shonen Jump. Eu queria ir às compras, mas fiquei um pouco envergonhado, então não sabia o que fazer… (risos).

Então, o que aconteceu?

Eu consultei um conhecido (risos).

Conversamos sobre várias coisas engraçadas (risos). Mas não vamos prosseguir com isso. Sr. Toriyama, você está trabalhando apenas em “Dr. Slump” agora, mas fará outras coisas no futuro…

Ainda não tenho uma imagem concreta na cabeça, mas gostaria de tentar desenhar algo diferente.

Algo mais sério, por exemplo?

Hahaha, não consigo desenhar coisas sérias. Quando começo a desenhar algo do tipo, sempre vira uma piada no final… Por enquanto, só desenho comédias. Mesmo com “Dr. Slump“, minha forma de desenhar mangá é muito aleatória e penso no que vai acontecer enquanto desenho. Portanto, não há chance de eu desenhar um mangá sério com uma estrutura sólida com este método.

Entendo. A propósito, você tem agora 26 anos. É uma boa idade para pensar em casamento, não é?

Como eu disse antes, tenho certeza que ainda não estou pronto (risos). Talvez se conhecesse uma mulher que eu realmente amasse, eu seria capaz de melhorar minha natureza preguiçosa.

Scans

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3 Comentários

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